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Galeria Municipal de Marília recebe a exposição “Imagem e Semelhança – Transformações: onde a dor encontra a arte”
Quarta, 06/05/2026
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A Galeria Municipal de Marília recebe a exposição “Imagem e Semelhança – Transformações: onde a dor encontra a arte”, da artista multilinguagens, jornalista, documentarista e curadora premiada Caká Cerqueira César, fundadora da La Musetta.
A mostra marca um ponto de virada em sua trajetória: o momento em que a artista assume publicamente sua produção autoral e apresenta ao público a origem de sua linguagem — construída a partir da intersecção entre memória, experiência, dor e criação.
Ao longo de sua vida, atravessada por experiências de violência desde a infância e pela necessidade constante de reconstrução, Caká encontrou na arte um campo de elaboração.
Nos últimos anos, especialmente a partir de 2022, esse processo se intensifica: a artista se reposiciona, rompe ciclos e passa a afirmar com mais clareza seu lugar como criadora — transformando dor em linguagem e experiência em obra.
Responsável pela criação, direção e concepção de obras como Drags e Santas, Choros Allegros, Castas Divas, Vozes Diversas e Trabalhador, o Protagonista do Brasil, Caká desenvolve uma produção artística que atravessa múltiplas linguagens, articulando música, literatura, artes visuais, performance e narrativa documental.
Sua atuação também se destaca na curadoria de exposições e projetos culturais premiados à frente da La Musetta, onde integra arte, formação de público e impacto social. Como editora-chefe e curadora da obra literária Canavial, os Vivos e os Mortos, foi responsável pela construção editorial, circulação e difusão do livro, que hoje segue reverberando em projetos autorais como Trabalhador, o Protagonista do Brasil, onde articula literatura, artes visuais e narrativa documental a partir de trajetórias reais.
Atualmente, a artista intensifica sua atuação como ativista social, assumindo de forma explícita um posicionamento que sempre esteve presente em sua prática. À frente da criação de projetos como Restaura Musas, lançado em março e já em atividade com oficinas formativas, e JIU Brasil – Raízes, Resistência e Movimento, em desenvolvimento, Caká amplia sua investigação sobre arte como ferramenta de transformação, acesso e reconstrução de trajetórias.
Esse compromisso encontra sua origem na figura de seu pai, Dô Cerqueira César — cirurgião-dentista, professor por décadas e artista autodidata, cuja produção transitava entre música, literatura e artes visuais. Sua prática era profundamente marcada pela empatia, pelo cuidado e por uma visão humanista da vida.
Ligado a iniciativas de acolhimento social e atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade, em diálogo com estruturas como a Fundação Mariliense de Recuperação Social (FUMARES), Dô Cerqueira César exercia uma ética do cuidado que atravessava tanto sua atuação profissional quanto sua produção artística.
Na dimensão acadêmica, desenvolvia materiais didáticos próprios, muitas vezes desenhando no próprio corpo como recurso pedagógico, buscando formas sensíveis de comunicação com seus alunos. Em momentos simbólicos, como formaturas, substituía discursos protocolares por composições musicais autorais, reafirmando a arte como linguagem de vínculo.
A exposição reúne esse acervo — parte dele perdido em um incêndio ocorrido em 2022 — como gesto de resgate e preservação. Obras em técnicas diversas, como óleo, aquarela, nanquim, carvão e experimentações com café, dialogam com composições musicais autorais, muitas delas reconhecidas em festivais.
Entre os elementos simbólicos que atravessam a mostra, está a própria filosofia de vida do artista, sintetizada em falas e composições que marcaram profundamente a trajetória da artista. Em momentos de crise, sua orientação partia do essencial: reconhecer o milagre da existência antes de qualquer problema. Uma visão que se traduz também em sua música:
“siga direto para a luz, nunca se volte para a sombra”.
“Imagem e Semelhança” não é apenas uma homenagem — é um reconhecimento de origem. Um encontro entre aquilo que foi vivido e aquilo que hoje se expressa como linguagem.
A exposição se apresenta como experiência expandida, com uma programação paralela aos sábados que inclui rodas de conversa, apresentações artísticas e atividades formativas.
O público poderá acompanhar performances musicais a partir das composições de Dô Cerqueira César, além de interpretações e intervenções de artistas da La Musetta em obras concebidas por Caká, evidenciando o diálogo entre gerações e processos criativos.
A programação contempla ainda oficina de produção cultural e a palestra “Do café ao centro do mundo”, conduzidas pela artista, conectando prática criativa, trajetória profissional e construção de impacto social.
O percurso expositivo incorpora também elementos da trajetória contemporânea da artista, com figurinos, objetos cênicos e referências à articulação entre arte e esporte, incluindo materiais ligados a projetos com atletas e fragmentos de documentários em desenvolvimento, como A Certeza do Campeão e Drags e Santas – Documentário, acessados por meio de QR Codes.
Mais do que uma exposição, “Imagem e Semelhança” apresenta um campo de criação onde arte, memória, empatia e impacto social se entrelaçam.
Um espaço onde a artista revela não apenas sua trajetória, mas o princípio que a sustenta: a arte como força de transformação — para si e para o outro.
Serviço
Exposição: “Imagem e Semelhança – Transformações: onde a dor encontra a arte"
Artistas: Caká Seabra (Anna Carolina Seabra de Cerqueira Cesar) e Dô Cerqueira Cesar ( Luiz Eduardo Almeida Dôt de Cerqueira Cesar)
Período:12/05 a 13/06
Vernissage: 16/05 - 16h às 19h
Visitação: Terça a sexta, das 9h às 17h; segundas e sábados, das 13h às 17h
Classificação: Livre | Entrada: Gratuita.
A mostra marca um ponto de virada em sua trajetória: o momento em que a artista assume publicamente sua produção autoral e apresenta ao público a origem de sua linguagem — construída a partir da intersecção entre memória, experiência, dor e criação.
Ao longo de sua vida, atravessada por experiências de violência desde a infância e pela necessidade constante de reconstrução, Caká encontrou na arte um campo de elaboração.
Nos últimos anos, especialmente a partir de 2022, esse processo se intensifica: a artista se reposiciona, rompe ciclos e passa a afirmar com mais clareza seu lugar como criadora — transformando dor em linguagem e experiência em obra.
Responsável pela criação, direção e concepção de obras como Drags e Santas, Choros Allegros, Castas Divas, Vozes Diversas e Trabalhador, o Protagonista do Brasil, Caká desenvolve uma produção artística que atravessa múltiplas linguagens, articulando música, literatura, artes visuais, performance e narrativa documental.
Sua atuação também se destaca na curadoria de exposições e projetos culturais premiados à frente da La Musetta, onde integra arte, formação de público e impacto social. Como editora-chefe e curadora da obra literária Canavial, os Vivos e os Mortos, foi responsável pela construção editorial, circulação e difusão do livro, que hoje segue reverberando em projetos autorais como Trabalhador, o Protagonista do Brasil, onde articula literatura, artes visuais e narrativa documental a partir de trajetórias reais.
Atualmente, a artista intensifica sua atuação como ativista social, assumindo de forma explícita um posicionamento que sempre esteve presente em sua prática. À frente da criação de projetos como Restaura Musas, lançado em março e já em atividade com oficinas formativas, e JIU Brasil – Raízes, Resistência e Movimento, em desenvolvimento, Caká amplia sua investigação sobre arte como ferramenta de transformação, acesso e reconstrução de trajetórias.
Esse compromisso encontra sua origem na figura de seu pai, Dô Cerqueira César — cirurgião-dentista, professor por décadas e artista autodidata, cuja produção transitava entre música, literatura e artes visuais. Sua prática era profundamente marcada pela empatia, pelo cuidado e por uma visão humanista da vida.
Ligado a iniciativas de acolhimento social e atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade, em diálogo com estruturas como a Fundação Mariliense de Recuperação Social (FUMARES), Dô Cerqueira César exercia uma ética do cuidado que atravessava tanto sua atuação profissional quanto sua produção artística.
Na dimensão acadêmica, desenvolvia materiais didáticos próprios, muitas vezes desenhando no próprio corpo como recurso pedagógico, buscando formas sensíveis de comunicação com seus alunos. Em momentos simbólicos, como formaturas, substituía discursos protocolares por composições musicais autorais, reafirmando a arte como linguagem de vínculo.
A exposição reúne esse acervo — parte dele perdido em um incêndio ocorrido em 2022 — como gesto de resgate e preservação. Obras em técnicas diversas, como óleo, aquarela, nanquim, carvão e experimentações com café, dialogam com composições musicais autorais, muitas delas reconhecidas em festivais.
Entre os elementos simbólicos que atravessam a mostra, está a própria filosofia de vida do artista, sintetizada em falas e composições que marcaram profundamente a trajetória da artista. Em momentos de crise, sua orientação partia do essencial: reconhecer o milagre da existência antes de qualquer problema. Uma visão que se traduz também em sua música:
“siga direto para a luz, nunca se volte para a sombra”.
“Imagem e Semelhança” não é apenas uma homenagem — é um reconhecimento de origem. Um encontro entre aquilo que foi vivido e aquilo que hoje se expressa como linguagem.
A exposição se apresenta como experiência expandida, com uma programação paralela aos sábados que inclui rodas de conversa, apresentações artísticas e atividades formativas.
O público poderá acompanhar performances musicais a partir das composições de Dô Cerqueira César, além de interpretações e intervenções de artistas da La Musetta em obras concebidas por Caká, evidenciando o diálogo entre gerações e processos criativos.
A programação contempla ainda oficina de produção cultural e a palestra “Do café ao centro do mundo”, conduzidas pela artista, conectando prática criativa, trajetória profissional e construção de impacto social.
O percurso expositivo incorpora também elementos da trajetória contemporânea da artista, com figurinos, objetos cênicos e referências à articulação entre arte e esporte, incluindo materiais ligados a projetos com atletas e fragmentos de documentários em desenvolvimento, como A Certeza do Campeão e Drags e Santas – Documentário, acessados por meio de QR Codes.
Mais do que uma exposição, “Imagem e Semelhança” apresenta um campo de criação onde arte, memória, empatia e impacto social se entrelaçam.
Um espaço onde a artista revela não apenas sua trajetória, mas o princípio que a sustenta: a arte como força de transformação — para si e para o outro.
Serviço
Exposição: “Imagem e Semelhança – Transformações: onde a dor encontra a arte"
Artistas: Caká Seabra (Anna Carolina Seabra de Cerqueira Cesar) e Dô Cerqueira Cesar ( Luiz Eduardo Almeida Dôt de Cerqueira Cesar)
Período:12/05 a 13/06
Vernissage: 16/05 - 16h às 19h
Visitação: Terça a sexta, das 9h às 17h; segundas e sábados, das 13h às 17h
Classificação: Livre | Entrada: Gratuita.