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Teatro Municipal recebe palestra sobre arte e transformação no dia 13 de maio
Quarta, 06/05/2026
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Encontro reúne os artistas Ricardo Scheibel e Newman Schutze para discutir processos criativos e intervenções site-specific no espaço público
No próximo dia 13 de maio, o saguão do Teatro Municipal recebe a palestra “Caminhos que Transformam – pequenos movimentos, grandes mudanças”, reunindo dois artistas para uma conversa sobre processos criativos e intervenções no espaço público.
O encontro contará com a participação de Ricardo Scheibel, que apresentará ao público sua obra “Espiadinha”, instalada no próprio teatro. A intervenção, de caráter site-specific, propõe uma experiência interativa que convida o visitante a repensar seu papel diante da obra e do espaço.
Também participa o artista Newman Schutze, que irá abordar aspectos de seu processo criativo, com ênfase na construção de obras pensadas especificamente para determinados contextos e ambientes.
A palestra acontece às 14h e é aberta ao público, oferecendo uma oportunidade de aproximação entre artistas e espectadores, além de um mergulho nos bastidores da criação contemporânea.
Para a secretária municipal da Cultura, Taís Monteiro, a atividade reforça a importância de aproximar a população da produção artística contemporânea. “A proposta é justamente mostrar como a arte pode provocar novos olhares e pequenas transformações no nosso cotidiano, ampliando a relação do público com os espaços culturais da cidade”, destaca.
“Espiadinha”
Concebida para o projeto “Parede” como uma obra site-specific, “Espiadinha” parte da própria configuração do saguão do Teatro Municipal. A intervenção dialoga com a cortina de veludo preto já existente, que oculta a entrada do banheiro feminino, mimetizando-a e, ao mesmo tempo, evocando a cortina do palco — fechada enquanto o público aguarda o início da encenação.
Ao contrário da posição passiva do espectador diante do teatro, a obra propõe um gesto de transgressão: espiar. Ao abrir a cortina, o visitante se depara com sua própria imagem refletida em uma superfície côncava, distorcida. Assim, deixa de apenas observar para tornar-se parte da cena — simultaneamente ator e espectador de si mesmo.
Arte site-specific
A arte site-specific não ocupa um espaço — ela se constitui a partir dele. Diferente de uma obra transportável, que mantém sua identidade independentemente do contexto, o trabalho site-specific nasce em relação direta com as condições físicas, históricas e simbólicas de um lugar. Nesse sentido, o espaço deixa de ser um fundo neutro e passa a operar como matéria ativa da obra.
Ao incorporar arquitetura, circulação, luz e memória, essas práticas deslocam também o papel do espectador, que não apenas observa, mas experiência a obra com o próprio corpo, em situação. Muitas vezes, retirar uma obra desse contexto equivale a esvaziá-la, ou mesmo destruí-la, pois sua existência está enraizada na especificidade daquele lugar.
Mais do que uma categoria formal, o site-specific é um modo de pensar: uma atenção radical ao contexto e às relações que tornam cada espaço singular.
Site-specific (sítio específico) refere-se a obras de arte, instalações ou performances criadas e planejadas para um local específico, dialogando diretamente com a arquitetura, contexto histórico ou paisagem. O estilo surgiu entre 1960-70, muitas vezes englobando land art ou intervenções urbanas.
Newman Schutze
Nasceu em Adamantina-SP, 1960. Vive e trabalha em São Paulo desde 1985. Newman Schutze expõe no Brasil e no exterior (Alemanha, França, Espanha, Estados Unidos e Argentina). No Brasil, realizou individuais no MAM-Bahia (Salvador), MAC-Paraná (Curitiba), Museu Victor Meireles (Florianópolis), Galeria Acervo/UnB (Brasília), Galeria Eduardo H. Fernandes (São Paulo), Centro Cultural São Paulo, Museu de Arte de Ribeirão Preto, Galeria SESC Paulista, Galeria Penteado (Campinas) e Sala Recife (Recife).
Participou da 10ª Bienal de Santos, 15º Salão da Bahia, SP-Arte (2005–2010 e desde 2018) e ArteBA (Buenos Aires). Integra também a feira Arte Rio com a Sergio Gonçalves Galeria, onde realizou duas exposições individuais.
Recebeu diversos prêmios aquisitivos e realizou viagem a New York (1996). Publicou o livro Newman Schutze: Nanquim, óleo (2011). Apresentou, na vitrine do MASP, a obra escultórica Planície, com curadoria de Regina Silveira (2012). Residência artística em Gludstad, Dinamarca (2019).
Ricardo Scheibel
Ricardo Arantes Scheibel nasceu em 1963, na cidade de Marília, interior de São Paulo. Em 1983, iniciou seus estudos na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, dando os primeiros passos em sua formação artística. Já no ano seguinte, em 1984, participou de sua primeira mostra coletiva na Pinacoteca do Estado, com aquarelas na exposição intitulada “A Paisagem do Parque da Luz”. Ainda nesse mesmo ano, concluiu a gravação do filme em Super 8 “Antes Flagrantes Contidos Flagres”, evidenciando seu interesse por diferentes linguagens artísticas.
Em 1989, integrou o VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, apresentando três esculturas. Após esse período, estabeleceu-se em Marília, onde passou a atuar profissionalmente como designer de projetos de arquitetura de interiores, atividade que desenvolve desde então.
Entre 2008 e 2009, retomou de forma mais intensa sua produção em artes plásticas, frequentando o espaço de experimentação Eden, dirigido pela crítica de arte Juliana Monachesi. Em 2009, participou com fotografias da publicação “12 Portáteis”, um objeto-livro lançado na Galeria Vermelho, em São Paulo.
Em 2011, ampliou suas investigações criativas ao participar do workshop “O Processo Criativo”, ministrado pelo professor Charles Watson no Instituto Tomie Ohtake. Dois anos depois, em 2013, realizou uma ocupação artística no SESI Marília, por meio do edital de chamamento daquele ano.
Desde 1989 até os dias atuais, Ricardo Arantes Scheibel reside e trabalha em Marília, conciliando sua atuação como designer de interiores com a produção e pesquisa contínua nas artes plásticas, retomada com maior intensidade a partir de 2008.
No próximo dia 13 de maio, o saguão do Teatro Municipal recebe a palestra “Caminhos que Transformam – pequenos movimentos, grandes mudanças”, reunindo dois artistas para uma conversa sobre processos criativos e intervenções no espaço público.
O encontro contará com a participação de Ricardo Scheibel, que apresentará ao público sua obra “Espiadinha”, instalada no próprio teatro. A intervenção, de caráter site-specific, propõe uma experiência interativa que convida o visitante a repensar seu papel diante da obra e do espaço.
Também participa o artista Newman Schutze, que irá abordar aspectos de seu processo criativo, com ênfase na construção de obras pensadas especificamente para determinados contextos e ambientes.
A palestra acontece às 14h e é aberta ao público, oferecendo uma oportunidade de aproximação entre artistas e espectadores, além de um mergulho nos bastidores da criação contemporânea.
Para a secretária municipal da Cultura, Taís Monteiro, a atividade reforça a importância de aproximar a população da produção artística contemporânea. “A proposta é justamente mostrar como a arte pode provocar novos olhares e pequenas transformações no nosso cotidiano, ampliando a relação do público com os espaços culturais da cidade”, destaca.
“Espiadinha”
Concebida para o projeto “Parede” como uma obra site-specific, “Espiadinha” parte da própria configuração do saguão do Teatro Municipal. A intervenção dialoga com a cortina de veludo preto já existente, que oculta a entrada do banheiro feminino, mimetizando-a e, ao mesmo tempo, evocando a cortina do palco — fechada enquanto o público aguarda o início da encenação.
Ao contrário da posição passiva do espectador diante do teatro, a obra propõe um gesto de transgressão: espiar. Ao abrir a cortina, o visitante se depara com sua própria imagem refletida em uma superfície côncava, distorcida. Assim, deixa de apenas observar para tornar-se parte da cena — simultaneamente ator e espectador de si mesmo.
Arte site-specific
A arte site-specific não ocupa um espaço — ela se constitui a partir dele. Diferente de uma obra transportável, que mantém sua identidade independentemente do contexto, o trabalho site-specific nasce em relação direta com as condições físicas, históricas e simbólicas de um lugar. Nesse sentido, o espaço deixa de ser um fundo neutro e passa a operar como matéria ativa da obra.
Ao incorporar arquitetura, circulação, luz e memória, essas práticas deslocam também o papel do espectador, que não apenas observa, mas experiência a obra com o próprio corpo, em situação. Muitas vezes, retirar uma obra desse contexto equivale a esvaziá-la, ou mesmo destruí-la, pois sua existência está enraizada na especificidade daquele lugar.
Mais do que uma categoria formal, o site-specific é um modo de pensar: uma atenção radical ao contexto e às relações que tornam cada espaço singular.
Site-specific (sítio específico) refere-se a obras de arte, instalações ou performances criadas e planejadas para um local específico, dialogando diretamente com a arquitetura, contexto histórico ou paisagem. O estilo surgiu entre 1960-70, muitas vezes englobando land art ou intervenções urbanas.
Newman Schutze
Nasceu em Adamantina-SP, 1960. Vive e trabalha em São Paulo desde 1985. Newman Schutze expõe no Brasil e no exterior (Alemanha, França, Espanha, Estados Unidos e Argentina). No Brasil, realizou individuais no MAM-Bahia (Salvador), MAC-Paraná (Curitiba), Museu Victor Meireles (Florianópolis), Galeria Acervo/UnB (Brasília), Galeria Eduardo H. Fernandes (São Paulo), Centro Cultural São Paulo, Museu de Arte de Ribeirão Preto, Galeria SESC Paulista, Galeria Penteado (Campinas) e Sala Recife (Recife).
Participou da 10ª Bienal de Santos, 15º Salão da Bahia, SP-Arte (2005–2010 e desde 2018) e ArteBA (Buenos Aires). Integra também a feira Arte Rio com a Sergio Gonçalves Galeria, onde realizou duas exposições individuais.
Recebeu diversos prêmios aquisitivos e realizou viagem a New York (1996). Publicou o livro Newman Schutze: Nanquim, óleo (2011). Apresentou, na vitrine do MASP, a obra escultórica Planície, com curadoria de Regina Silveira (2012). Residência artística em Gludstad, Dinamarca (2019).
Ricardo Scheibel
Ricardo Arantes Scheibel nasceu em 1963, na cidade de Marília, interior de São Paulo. Em 1983, iniciou seus estudos na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, dando os primeiros passos em sua formação artística. Já no ano seguinte, em 1984, participou de sua primeira mostra coletiva na Pinacoteca do Estado, com aquarelas na exposição intitulada “A Paisagem do Parque da Luz”. Ainda nesse mesmo ano, concluiu a gravação do filme em Super 8 “Antes Flagrantes Contidos Flagres”, evidenciando seu interesse por diferentes linguagens artísticas.
Em 1989, integrou o VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, apresentando três esculturas. Após esse período, estabeleceu-se em Marília, onde passou a atuar profissionalmente como designer de projetos de arquitetura de interiores, atividade que desenvolve desde então.
Entre 2008 e 2009, retomou de forma mais intensa sua produção em artes plásticas, frequentando o espaço de experimentação Eden, dirigido pela crítica de arte Juliana Monachesi. Em 2009, participou com fotografias da publicação “12 Portáteis”, um objeto-livro lançado na Galeria Vermelho, em São Paulo.
Em 2011, ampliou suas investigações criativas ao participar do workshop “O Processo Criativo”, ministrado pelo professor Charles Watson no Instituto Tomie Ohtake. Dois anos depois, em 2013, realizou uma ocupação artística no SESI Marília, por meio do edital de chamamento daquele ano.
Desde 1989 até os dias atuais, Ricardo Arantes Scheibel reside e trabalha em Marília, conciliando sua atuação como designer de interiores com a produção e pesquisa contínua nas artes plásticas, retomada com maior intensidade a partir de 2008.