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25/08/2025

Evento Pratas da Casa - 1ª Edição - Artista: RICARDO MATSUDA

PRIMEIRA EDIÇÃO DO PRATAS DA CASA – 30/04

Essa é a primeira edição do “Pratas da Casa”, evento especialmente desenvolvido para homenagear os artistas que contribuíram de maneira relevante com a cultura da cidade, reconhecendo a grandiosidade de suas obras e toda representatividade que cada um tem na história de Marília. Através de uma curadoria foram escolhidos 10 nomes para essa noite, sendo uma menção honrosa e uma homenagem póstuma. Esses brilhantes artistas foram selecionados entre diversas linguagens culturais.

A intenção do “Pratas da Casa” é realizar um resgate da vida dos artistas da cidade e também documentar tudo para deixar registrado, eternizando as obras e histórias, para que outras gerações possam se inspirar. A produção cultural local é um tesouro que precisa ser valorizado e preservado. Vamos assistir um trechinho da conversa que tivemos com eles, lembrando que a história é tão rica que não se resume a poucos minutos de apresentação, mas se perpetuam pela história de Marília, em nossa própria história, com momentos que gostaríamos de eternizar.

Preparados para se emocionar? Vamos aos artistas! Com a intenção de resgatar, catalogar e reconhecer a contribuição de artistas marilienses as artes para que não se percam com o tempo. Em uma noite especial, convidamos toda a sociedade para uma viagem no tempo, para relembrar nomes e personalidades que marcaram a história da nossa cidade de Marília e colaboraram significativamente com seus feitos na cultura local.

Ricardo Matsuda

Filho caçula de uma família com cinco irmãos, sendo três homens e duas mulheres, Ricardo Matsuda nasceu na Santa Casa de Misericórdia de Marília, em 1965. Seu pai Okoto Matsuda fotografava diversos ídolos da época, dentre eles sua maior estrela: Ricardo e, ao lado de sua mãe, Kazuko Matsuda o introduziam de maneira leve ao mundo musical. Seus 4 irmãos: Yolanda, Wilson, Eduardo e Edna assim como seus pais foram muito importantes para a formação de Ricardo. Com generosidade e paciência ensinaram muitas coisas a ele, o que faz com que alimente um sentimento de gratidão, admiração e amor genuíno. A sua primeira experiência impactante foi ainda criança, com 2 anos de idade, quando seus irmãos e pais o levaram para assistir alguns desfiles onde se apresentava a banda do colégio Cristo Rei, uma banda de fanfarra da qual Ricardo era fã.

Seu primeiro contato efetivo com o violão se deu através de seu irmão Wilson que, tocava como autodidata e foi quem pacientemente o ensinou seus primeiros acordes, dedilhados, sendo a sua grande inspiração. Demonstrou seu encantamento pelos instrumentos desde os primeiros passos e, apesar de muito jovem, já tinha sido conquistado pela música. Aos 12 anos de idade, um tio querido, carinhosamente chamado de “Tio Tika” o presenteou com uma bolsa de estudos. As aulas eram ministradas pelo “Professor Kawagutti”, um amigo da família. Vale citar que, com um ano e meio de curso, seu professor chamou o pai de Matsuda dizendo que não tinha mais o que ensinar a ele. O menino prodígio já tinha aprendido tudo sobre notas, partituras e arranjos.

Tão importante quanto para a sua formação, o “Projeto Talento” que promovia encontros de jovens músicos aprendizes, lhe permitiu um intercâmbio muito rico, conheceu nesse período amigos queridos que fazem parte de sua vida até os dias atuais. Chegou a tocar alguns carnavais com o musical “Peoples” e teve a felicidade de integrar o trio elétrico “Som da Massa”, tocando baixo e guitarra baiana. Da sua iniciação musical com o seu irmão, o tio Tika, professor Kawagutti e toda a sua família, serviram para a construção de quem Ricardo é hoje, sendo grandes incentivadores em todos os processos. Vivendo em Campinas desde 1984, foi lá que se profissionalizou como músico, realizou diversas turnês pelo Brasil e mundo, países como Argentina, México, Estados Unidos, Alemanha, Japão, entre outros.

 Nesses anos todos vem trabalhando como arranjador e instrumentista para dezenas de produções independentes nacionais de álbuns e também como compositor de trilhas para teatro, cinema e dança. Com 5 cd´s autorais lançados, “Dança das Estações”, “Amares”, “Espelho”, “Contos Instrumentais”, “O Cravo e a Rosa”, além da inclusão de uma composição e arranjos na obra “Campinas de Todos os Sons” da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, atualmente mantém trabalhos singulares. No “Duo Viola e Cravo” promove encontro de dois instrumentos representativos de culturas distintas, a viola caipira que representa a cultura brasileira e o cravo, que é um instrumento relacionado com a musica europeia. Esse projeto tem sido fonte de muitas alegrias, premiações e turnês.
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